Tag Archives: interfaces multissensoriais

Artigo Científico

Déjá vu: revivendo experiências em ambientes de realidade virtual

Autor: Eduardo Zilles Borba e Marcelo Zuffo
Modalidade: Artigo em revista científica
Local: Curitiba (Interin)

Resumo: esta é uma discussão sobre o uso da Realidade Virtual (RV) como plataforma de mídia para registro e preservação de experiências com espaços, objetos, atividades e, até mesmo, pessoas. São debatidas suas potencialidades como interface multissensorial que estimula o feeling de imersão do usuário no ambiente de fluxos comunicacionais. A condução metodológica percorre referenciais teóricos sobre o uso de dispositivos de mídia como instrumentos que resguardam fatos e, consequentemente, memórias dos povos (McLUHAN, 1964; BARTHES, 1980), sobre a cultura digital (KERCKHOVE, 1995; LÉVY, 1999) e os sobre ambientes de RV (BURDEA, 2003; STEINICKE, 2016); além de aplicar observações exploratórias a dois cenários de simulação que, de alguma forma, utilizam recursos eletrônicos para preservar a noção de espaço e tempo de lugares e atividades efêmeras, nomeadamente: HMD e CAVE. Os resultados indicam que a premissa mcluhaniana – os meios de comunicação são extensões do humano – faz todo sentido em ambientes de RV devido aos estímulos multissensoriais produzidos no corpo do sujeito, fazendo-o crer que participa da experiência, num ato simbólico, porém convincente, de que revive situações passadas. Ora, um déjá vu eletrônico.

Artigo completo: http://seer.utp.br/index.php/i/article/view/625/pdf

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Artigo Científico

Replay! When Past Experiences Are Reassembled Through Virtual Reality

Autor: Eduardo Zilles Borba e Marcelo Zuffo
Modalidade: Artigo Científico em Congresso Internacional (IAMCR 2016 Conference)
Local: University of Leicester (Inglaterra)

Abstract: In this work we launch a discussion about the use of virtual reality (VR) to reproduce multi-sensorial experiences. In our perspective, it is important to understand that more than providing a realistic audiovisual experience through a digital display, the actual generation of VR devices generates additional sensorial stimuli in the user perception experience with a synthetic environment. For example, with a head-mounted display (HMD), a motion tracking system and voice recognition would be possible to recreate more sensations of the real world in an artificial context (touch, haptic responses, voice commands, 360º space visualization).

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APRESENTAÇÃO
Artigo Científico

Eu-avatar: apontamentos sobre a simbiose utilizador-personagem ao explorar cenários eletrônicos com óculos de realidade virtual

Autor: Eduardo Zilles Borba
Modalidade: Artigo Científico em Congresso Internacional (Dias da Investigação na UFP 2016)
Local: Universidade Fernando Pessoa (Portugal)

Resumo: Ao explorar mundos virtuais que simulam espaços físicos podemos tomar por empréstimo o corpo sintético de um personagem: o avatar. Ele é a representação do nosso corpo no contexto virtual. Geralmente, percebemos esta relação com certo distanciamento, pois a simbiose utilizador-personagem costuma ser visualizada no ecrã (computador, televisor) e operada por dispositivos de controlo (teclado, rato). Nestas experiências sentimos a existência de uma fronteira entre o real (eu, humano, orgânico) e o virtual (ele, avatar, digital). Contudo, diante da recente popularização dos dispositivos imersivos – óculos 3D, wearables, sensores de movimentos – é constatada uma nova condição para esta relação. Podemos dizer que, cada vez mais, realizamos ações naturais ao nosso conhecimento cognitivo dentro de universos virtuais (gestos, comandos de voz). Este artigo faz uma reflexão acerca dos impactos que a evolução técnica e tecnológica dos meios de comunicação digital tem gerado na relação utilizador-personagem, especialmente nas experiências com óculos de realidade virtual. Com base no pensamento de Baudrillard (1994), Kerckhove (1995), Bolter e Gromala (2003), Accioly (2010), Zagalo (2010), Zilles Borba e Zuffo (2015) discute-se a hipótese de que, ao tornar as interfaces digitais transparentes ao indivíduo, um conflito percetivo é produzido: ser ou não ser o avatar. Em suma, podemos afirmar que os nossos sentidos são estimulados a acreditar que somos o avatar, enquanto a nossa razão oscila entre crer e duvidar desta fusão.

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